AMOR DE PAI
Não foi ele quem me carregou durante nove meses;
nem me amamentou junto ao peito;
Não foi ele que eu pensei ser uma extensão de mim desde os primeiros dias de vida;
Não foi ele... não foi!
Mas é ele...
Que continua me carregando junto a si com zelosa apreensão,
e me aperta junto ao peito quando minhas dores são intensas;
Que acolhe minhas inquietações e as estende para si mesmo, querendo delas se adonar;
tendo em seus lábios sempre o meu nome, dito daquele mesmo jeito de tantos anos.
É ele que me joga para a realidade, me ensinando que mesmo nos dias difíceis, ele estará sempre por perto, daqui até a eternidade.
Pais, obrigado!
Nossa vida sem vocês não seria completa,
pois o amor é assim: nos completa e transborda.
